Fine Art

Originalmente o termo “Fine Art” foi utilizado para diferenciar produções artísticas de outras feitas com intuito comercial, documental, memorial, etc. Algo feito unicamente pelo seu valor estético.

No campo da fotografia, poderíamos dizer que a foto fine art seria aquela criada de acordo com a visão do artista/autor/fotógrafo em oposição à fotografia de fotojornalismo, de eventos, de moda, de publicidade, e, ou de produtos ou serviços, sem cunho autoral.

Na área da impressão o termo ganha uma nova conotação, ligeiramente diferente. Como muitos artistas não queriam se envolver no processo de reprodução, mas desejavam que suas obras fossem reproduzidas, passaram a recorrer a “experts” nos processos de reprodução de arte por processos de xilogravura, encavo, litografia, etc. Esses “experts” diferenciavam-se dos demais profissionais de impressão por serem especializados na produção de obras de arte e não simples profissionais da impressão cotidiana (de livros, estamparias, etc). Possuíam domínio de suas técnicas, mas também a base artística e o olho clínico necessário para lidar com a reprodução da visão artística de outros. Esse foi o nascimento da impressão “Fine Art”.

No campo da ampliação fotográfica o termo voltou a ser usado nas últimas décadas do século passado para se diferenciar o trabalho de revelação e ampliação manual, feito por especialistas, dos processos automatizados dos laboratórios expressos.
São impressões de fotografias, desenhos, pinturas e arte digital por processo de dispersão de pigmento mineral em papéis de fibra de algodão ou alfacelulose, com ph neutro, usando sempre o mais rigoroso gerenciamento de cor e equipamentos de última geração, tudo sob os cuidados e a atenção de especialistas.

A preocupação com a durabilidade e permanência das impressões é outro aspecto importante da impressão Fine Art e hoje chegamos a patamares nunca antes imaginados, com impressões certificadas para mais de 250 anos de permanência.